Rui Borges, de 44 anos, assumiu esta terça-feira, dia 28, na antevisão ao jogo com o Tondela, em atraso da 26.ª jornada da Liga, que o Sporting chega ao encontro de quarta-feira, em Alvalade, pressionado pela necessidade de vencer, mas também condicionado por desgaste físico, abalo emocional e um número invulgar de lesões.
O treinador leonino não escondeu o impacto das últimas semanas e foi claro ao enquadrar o momento da equipa: “Infelizmente, nestas últimas semanas, tiraram-nos da luta pelo tricampeonato”, numa referência às arbitragens em Alvalade e na Amadora, agora que perdeu o título para o FC Porto e viu o Benfica ‘roubar-lhe’ o 2.º lugar.
Na conferência de imprensa, Rui Borges insistiu que o foco passa agora por “ligar toda a gente, para aquilo que é o jogo”, e lembrou que o Tondela, ainda envolvido na luta pelos seus objetivos, chegará a Alvalade com máxima entrega: “O Tondela vai dar a vida pelos pontos, mas nós também vamos, porque precisamos. A malta está preparada para tentar levar este jogo de vencida.”
O técnico natural de Mirandela explicou também que a gestão recente do 11 dos bicampeões nacionais foi forçada pelas limitações do plantel. Sobre o empate nas Aves e as opções tomadas, respondeu com ironia: “O adepto é o adepto: em casa, com uma cervejinha e uma sandes mista, está tudo bem.” E sublinhou que havia jogadores sem capacidade para darem mais de 60 ou 70 minutos.
No plano clínico, Rui Borges confirmou três dúvidas para o encontro – Vagiannidis, Daniel Bragança e Diomande – e revelou que Nuno Santos está convocado. Ao mesmo tempo, voltou a salientar que o contexto físico do plantel “não é normal” e considerou “surreal” a sobrecarga competitiva a que os jogadores têm sido sujeitos.