Francesco Farioli, de 37 anos, recusou transformar a antevisão ao FC Porto-Alverca, esta sexta-feira, dia 1, no Olival, numa sala de resposta ao Sporting. Mas acabou por responder ao seu homólogo de Alvalade
Na véspera de um jogo que pode confirmar o título dos dragões, o treinador italiano foi confrontado com as palavras de Frederico Varandas e Rui Borges, mas escolheu baixar a temperatura sem abdicar da posição do clube.
Ao presidente leonino, que atribuiu a perda do tricampeonato ao desgaste europeu e lembrou que o FC Porto “rodou oito jogadores” na Liga Europa, Farioli respondeu com foco no Alverca, não em leituras externas sobre a época. A mensagem foi a mesma quando abordou a possibilidade de festa: “Não vamos pensar em celebrações.”
O técnico sublinhou que a equipa preparou a partida “com muita atenção” e respeito por um adversário já salvo, avisando que “não está acabado até ao momento em que está acabado”.
Mais direta foi a resposta a Rui Borges, apresentado por Varandas como treinador “livre” e que “comunica pela sua cabeça”. Farioli rejeitou qualquer insinuação de condicionamento: “Também sou um homem livre”, afirmou, acrescentando estar “ligado a pessoas” com quem se sente feliz por trabalhar. Falou em alinhamento nas decisões de André Villas-Boas e em discussões internas normais, mas garantiu que a liberdade e o espírito comum “vão na mesma direção”.