José Mourinho, de 63 anos, recusa qualquer leitura de conforto na corrida do Benfica ao 2. lugar e ao acesso à Liga dos Campeões, esta sexta-feira, dia 1.
Na antevisão da deslocação a Famalicão, da 32.ª jornada da I Liga, o treinador insiste que a vantagem matemática só terá valor se a equipa mantiver a exigência até ao fim.
“Não quero uma equipa relaxada”, avisa Mourinho. O Benfica passou a depender apenas de si, mas o técnico diz que preferia estar obrigado a ganhar os três jogos que faltam, por entender que essa pressão “faz quem é forte ainda mais forte”.
A mensagem para o balneário foi direta: sete pontos podem chegar, mas pensar nessa margem seria erro.
Mourinho elogia o Famalicão, 5. classificado, recusando tratar a posição dos minhotos como surpresa.
Vê no adversário qualidade, ambição europeia e argumentos para criar dificuldades num jogo que surge como teste de maturidade numa fase de desgaste competitivo e emocional.
O treinador falou ainda sobre a renovação de Rui Borges no Sporting, deixando uma nota de cordialidade e uma reflexão sobre estabilidade. Disse estar feliz pelo colega e defendeu que quanto mais tempo um treinador permanece num clube, mais profunda se torna a sua “impressão digital” na equipa.
Questionado sobre notícias que o ligam ao Real Madrid, Mourinho foi taxativo: “Ninguém falou comigo.” Garantiu estar habituado a rumores, mas sublinhou que “não houve nada” e que o foco está no Benfica, com quem tem contrato por mais uma época.
Entre contas, mercado e especulação, Mourinho recentrou tudo no essencial: Famalicão primeiro, o resto depois.