Frase do dia

  • “Nós vamos extinguir-nos por falta de descendência”, Miguel Sousa Tavares
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Lisboa é a segunda capital europeia onde a renda mais pesa sobre o rendimento disponível, ficando apenas atrás de Praga (Chéquia). Na capital portuguesa, as rendas ultrapassam, em média, o valor do salário mínimo nacional em 167%. Além disso, Lisboa regista o segundo maior crescimento da renda média na última década.

A conclusão é do European Trade Union Confederation (ETUC), que comparou os salários mínimos nacionais com as rendas praticadas em 21 capitais da União Europeia (UE). Para a análise, foram considerados os dados do Eurostat de 2026 relativos a casas com dois quartos. A nível global, a renda deste tipo de habitação é, em média, 218 euros mais alta do que o salário mínimo mensal.

Praga, Lisboa e Dublin lideram a tabela, com um custo médio de renda superior ao salário mínimo em 700 euros. Poucos lugares abaixo estão Atenas, Bratislava, Budapeste e Valeta, com uma diferença a rondar os 400 euros. Já as percentagens mais baixas registam-se em Bruxelas, Berlim, Nicósia, Luxemburgo e Haia. Confira abaixo a lista completa:

Fonte: European Trade Union Confederation

Fora das capitais, o problema mantém-se, ainda que em menor escala. A nível global, o gasto com a renda representa 42% do salário mínimo nas regiões fora das capitais.

Em comunicado, a secretária-geral da ETUC, Esther Lynch, alertou que “os altos custos da habitação e os baixos salários estão a empurrar as pessoas para a pobreza e a economia para uma recessão”. A discrepância entre o rendimento e a despesa de habitação é “completamente insustentável”.

Esther Lynch acrescentou ainda que “quando se somam os custos crescentes da energia e dos alimentos, os trabalhadores são obrigados a pedir empréstimos para as necessidades básicas e ficam praticamente sem rendimento disponível, o que torna impossível poupar para substituir eletrodomésticos essenciais ou para uma consulta ao dentista. Isto não é apenas prejudicial para os indivíduos, mas também para a economia europeia.”

Perante essa discrepância, ETUC propõe quatro pontos prioritários que os países devem seguir:

  • Todos os Estados-membros devem implementar na sua totalidade a diretiva europeia relativa ao salário mínimo, incluindo planos de ação robustos para promover a negociação colectiva, de forma a que os trabalhadores recebam de forma justa;
  • Os governos dos Estados-membros devem levar em consideração os custos da habitação quando determinam se os salários mínimos são adequados;
  • A introdução de regulação de rendas para congelar os custos da habitação para os trabalhadores, proteger os arrendatários contra exploração e proteger as famílias vulneráveis de despejos;
  • Um maior investimento público em habitação social, incluindo através de mecanismos de investimento europeus e uma revisão das regras relativas às ajudas de Estado.

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