O Governo vai investir cerca de 36 milhões de euros na modernização do SIRESP, num plano que pretende reforçar a autonomia energética, criar novas redundâncias e aumentar a resiliência da rede de comunicações de emergência do Estado. O montante faz parte das 33 recomendações entregues ao Ministério da Administração Interna (MAI) pelo grupo de trabalho criado há um ano para definir o futuro do sistema.
Segundo fonte do setor, o investimento será aplicado ao longo de 18 meses e destina‑se a consolidar infraestruturas já existentes e, ao mesmo tempo, introduzir capacidades adicionais para evitar falhas como as registadas no apagão de abril do ano passado.
A modernização está integrada no programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que prevê ainda melhorias na cobertura territorial, reforço da redundância de comunicações e distribuição de telefones SIRESP a todas as juntas de freguesia.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, de 60 anos, revelou que no verão já vão ser, em parte, visíveis as alterações na rede SIRESP, passando a existir mais equipamentos, retransmissores e canais próprios de comunicação.
A rede de comunicações SIRESP, recorde-se, tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada. Sofreu as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou principalmente a região centro no fim de janeiro.