O Brasil deu mais um passo importante no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção nacional da primeira vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva, empresa franco-austríaca com sedes em França e na Áustria.
O imunizante, chamado IXCHIQ, era produzido apenas no exterior e agora passa a ser fabricado também no Brasil, nas instalações do Butantan, em São Paulo. A decisão pretende aumentar a oferta de doses e facilitar uma futura distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Especialistas acreditam que a produção brasileira poderá reduzir custos e acelerar o acesso da população à vacina, sobretudo nas regiões mais afetadas pela doença.
A chikungunya provoca febre alta, dores intensas nas articulações e, em alguns casos, sequelas que podem durar meses ou até anos. A doença tem avançado em vários estados brasileiros nos últimos anos, especialmente durante períodos de calor e chuvas intensas.
De acordo com a Anvisa, a vacina fabricada no Brasil seguirá os mesmos padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia já aprovados anteriormente. O imunizante utiliza uma versão enfraquecida do vírus para estimular a resposta imunológica do organismo. O público-alvo inicial são adultos entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus.