REUNIÃO DE BRASILEIROS ‘DEIXOU’ 25 MILHÕES EM LISBOA

Um estudo de impacto económico efetuado em exclusivo para o 24Horas revela que o Fórum Jurídico Brasileiro, realizado em Lisboa ao longo de três dias, gerou um impacto superior a 25 milhões de euros na economia da capital portuguesa.

Ao longo de uma semana, Lisboa foi praticamente ‘invadida’ por cerca de 2.500 políticos, advogados, juízes, empresários e diversas autoridades federais e estaduais, vindas dos mais diversos pontos do Brasil, que debateram na Faculdade de Direito as transformações que o avanço da inteligência artificial implica para a sociedade.

Hotéis, restaurantes, lojas, e até os aeroportos, foram tomados de ‘assalto’ pelos participantes na décima-terceira edição daquilo que já ficou conhecido como o ‘Gilmarpalloza’, numa alusão ao nome seu organizador, o juiz do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e ao Lollapallooza, o megafestival de música alternativa que se realiza anualmente em São Paulo.

O estudo aponta para, que só no capítulo da aviação privada, o impacto rondou os 5,5 milhões de euros, envolvendo combustível, taxas aeroportuárias, handling, estacionamento, catering, hospedagem das tripulações, etc.

A restauração foi outro dos sectores onde o impacto mais se fez sentir, estimando-se o mesmo na ordem dos 4 milhões de euros. Um exemplo: o 24Horas apurou que só em quatro restaurantes da zona da Avenida da Liberdade – três deles pertencentes à marca JNcQuoi e outro, o Solar dos Presuntos – foram servidas cerca de 10 mil refeições durante a semana passada aos participantes neste evento.

As compras, grande parte delas feitas nas mais sofisticadas lojas de Lisboa, foram estimadas em mais de 3 milhões de euros, enquanto o alojamento em hotéis atingiu, segundo o estudo, uma verba próxima dos 1,9 milhões de euros.

Se somarmos o que foi despendido em transportes, qualquer coisa como 1,5 milhões de euros, bem como os 9 milhões atribuídos a outros setores, chegamos facilmente aos 25 milhões indicados pelo estudo encomendado pelo 24Horas, que estima em 5 milhões o retorno fiscal, ou seja, o que o Estado português arrecadou em impostos.