Desmatamento na Amazónia cresce 27% enquanto no Cerrado regista queda de 10%

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, entre janeiro e junho de 2025, a Amazónia perdeu cerca de 6.288 km2 de floresta, um aumento de 27% face ao período homólogo do ano anterior. Em contraste, o Cerrado, outro ecossistema vital do Brasil, registou uma diminuição de 10% no desmatamento, totalizando 3.358 km2 de área devastada.

Na Amazónia, a expansão da pecuária, a agricultura intensiva e as queimadas continuam a impulsionar a destruição florestal, agravando a perda de biodiversidade e ameaçando comunidades indígenas. Já no Cerrado, a redução do desmatamento é atribuída ao reforço da fiscalização e a iniciativas de conservação, embora especialistas alertem que o ritmo de recuperação ainda é insuficiente para restaurar áreas degradadas.

Segundo o WWF, “a Amazónia desempenha um papel crucial na regulação do clima global”, pelo que o aumento do desmatamento representa uma ameaça não só para o Brasil, mas para todo o planeta.