Foi uma sobrinha de Mónica Silva a denunciar os planos da tia, em tribunal.
No acórdão do tribunal de Aveiro são descritos os vários depoimentos das testemunhas e o desta adolescente foi fundamental. “Pelas contas da tia o filho só poderia ser do Pedro”, relatou a sobrinha da grávida da Murtosa.
Só que Mónica, aos três meses e meio de gestação, confrontou Fernando Valente com a gravidez e disse-lhe que era ele o pai.
Em tribunal, a sobrinha revelou o plano da grávida da Murtosa. “Era uma pessoa com posses e a tia queria estabilidade para a família.”
Pedro, o homem que se relacionava com Mónica Silva pouco antes do envolvimento com Valente, admitiu que era ele o pai da criança e que pensava que a grávida tinha feito um aborto.
Até a irmã gémea, Sara, acabou por admitir que o filho não era do empresário acusado e que viria a sair do tribunal absolvido. No acórdão lê-se, sobre o depoimento de Sara: “A irmã continuou a encontrar-se com o arguido mesmo estando grávida. Pela ausência de menstruação o filho era do Pedro mas a irmã queria o Valente.”
Fernando Valente tem uma fortuna pessoal que inclui 20 apartamentos, oito lojas e três moradias arrendadas, entre a Torreira e Vila Nova de Gaia.
É, também, sócio-gerente de uma sociedade agrícola com faturação na ordem dos 25 mil euros por mês.