POR QUE DESISTIU MÁLAGA DO MUNDIAL 2030?

Málaga anunciou oficialmente a sua desistência de integrar a lista de cidades espanholas que acolherão jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030. A decisão, comunicada pela autarquia, põe fim às ambições da cidade andaluza de participar num dos eventos desportivos mais importantes do planeta.

Segundo o município, a escolha foi tomada após uma análise técnica e financeira que considerou “irrealista” e “inviável” a requalificação do Estádio La Rosaleda, que não cumpre os requisitos exigidos pela FIFA. As obras necessárias para adequar o recinto estavam orçadas em cerca de 270 milhões de euros.

Para além do custo elevado, o plano implicaria que o Málaga CF tivesse de jogar durante várias épocas num estádio alternativo com capacidade muito reduzida — cerca de 12.500 lugares —, o que afetaria milhares de adeptos com bilhete de época.

Apesar da desistência, a autarquia revelou que já tinha investido perto de 500 mil euros em estudos prévios, incluindo 16 projetos técnicos relacionados com a candidatura. No entanto, os obstáculos logísticos, como dificuldades de cimentação na zona do estádio e problemas de mobilidade urbana, contribuíram para a decisão final.

A saída de Málaga abre espaço para outras cidades reforçarem as suas candidaturas. Vigo e Valência surgem como potenciais substitutas, com Abel Caballero, presidente da câmara de Vigo, a afirmar que a cidade “passa a ser automaticamente sede” após esta renúncia.

Espanha, Portugal e Marrocos organizam o Mundial 2030.