Preta Gil, cantora, compositora e ativista brasileira, faleceu este domingo, dia 20 de julho, em Nova Iorque, aos 50 anos.
Filha do músico Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, encontrava-se em tratamento contra um cancro colorretal diagnosticado em janeiro de 2023. A doença agravou-se nos últimos meses, com metástases identificadas em diversos órgãos, tendo levado ao seu internamento e, posteriormente, ao óbito.
Nascida em 1974, no Rio de Janeiro, Preta Gil construiu uma carreira sólida tanto na música como na televisão. Estreou-se em 2003 com o álbum ‘Prêt-à-Porter’, ao qual se seguiram outros trabalhos discográficos como ‘Preta’ (2005), ‘Sou Como Sou’ (2012) e ‘Todas as Cores’ (2017). Em paralelo, destacou-se como atriz e apresentadora, tendo participado em novelas e programas populares da televisão brasileira.
Era afilhada de Gal Costa e chamava Caetano Veloso de tio.
Fundadora do ‘Bloco da Preta’, um dos maiores blocos de Carnaval do Rio de Janeiro, a artista era também uma figura de referência na luta pelos direitos das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e contra o racismo e a gordofobia.
Preta Gil assumia-se bissexual. Era mãe de Francisco, de 28 anos, e avó de uma menina de 7 anos.