Frase do dia

  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
Search

Maria Gomes de Melo, transmontana de Torre de Moncorvo, foi empregada na casa de Paris de Jeffrey Epstein, o multimilionário pedófilo e traficante de menores com ligações ao mundo da alta política internacional e dos negócios.

Entre os quase quatro milhões de ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, são revelados segredos sobre a sumptuosa casa de 800 metros quadrados, a empregada Maria e o seu companheiro, o brasileiro Valdson Vieira Cotrin, mordomo e homem para todo o serviço às ordens de Epstein.

O apartamento – localizado no luxuoso 16.º ‘arrondissement’, o mesmo bairro onde José Sócrates viveu à grande e à francesa – tem oito suites, ginásio, sala de massagens, estúdios e era um dos locais onde os amigos poderosos de Epstein, da política às finanças, das artes aos negócios, davam largas ao fraquinho por menores recrutadas pelo multimilionário. Após a prisão do ‘rei’ da pedofilia, em julho de 2019, a casa foi vendida por 10 milhões a um multimilionário búlgaro.

Os documentos divulgados pelas autoridades norte-americanas demonstram que Maria de Melo e Valdson Cotrim tinham uma relação muito próxima com Jeffrey Epsteisn. Mais do que se espera de um relacionamento entre serviçais e patrão.

Os ficheiros provam que o casal se fartou de viajar pelo mundo a expensas de ‘monsieur’: os bilhetes de avião e as estadias em hotéis eram compradas por uma fiel assistente de Epstein – Lesley Groff, a mulher que agendava a maioria dos compromissos de Epstein e contactava os mais destacados amigos e clientes do patrão para combinar datas e locais.

Lesley, por exemplo, em 6 de janeiro de 2018, recebeu um e-mail com referências a Portugal. Não se sabe quem foi o remetente. A identificação está oculta. Mas o conteúdo é misterioso: “Gostava de partir para Lisboa e esperar lá por … (nome rasurado). Temos planos para percorrer Portugal… Se o Jeffrey, claro, concordar com Portugal”. Outro e-mail, de 26 de março de 2012, é ainda mais enigmático: “Foi tão bom, que talvez me mude para Portugal”. O nome do feliz viajante está apagado.

“Nunca vimos nada”

O casal Maria e Valdson, entrevistado pelo jornal ‘The Telegraph’, garante que não viu nada de escandaloso – nem no apartamento de Paris, nem em Noiva Iorque, nem em Little Saint James, a ilha privada do patrão nas Caraíbas, onde também estiveram.

A Câmara dos Representantes divulgou imagens do interior da mansão da ilha – salas com máscaras de homens nas paredes, quadros de ardósia com nomes (rasurados), cadeira de dentista. De acordo com o democrata Robert Garcia, “as imagens dão uma visão perturbadora do mundo de Epstein e da sua ilha” e permitem “o quadro completo dos crimes horríveis de Epstein”. Maria e Valdson não observaram nada de estranho.

“Nunca vimos nada de impróprio com qualquer rapariga menor em mais de 20 anos que trabalhámos para Jeffrey Epstein”, disse Maria Melo ao ‘The Telegraph’. Valdson Cotrin, tal como a mulher, também nunca se apercebeu de qualquer crime. “Fui o seu motorista, o seu cozinheiro, o seu empregado doméstico. Fiz tudo. Trabalhei para ele desde 2001 até à sua morte. Se alguém pudesse ter visto alguma coisa, era eu e mais ninguém”. O mordomo assegura que se “tivesse visto algo de anormal” teria contactado a polícia. “Ele apenas gostava de se rodear de raparigas. Era tudo para inglês ver. Faziam-lhe massagens e cortavam-lhe as unhas. Nada mais”.

Jeffrey Epstein foi encontrado morto, em 10 de agosto de 2019, na cela do Centro Correcional Metropolitano de Nova Iorque. Aguardava julgamento por conspiração e tráfico sexual. Segundo os relatórios oficiais, o recluso enforcou-se. Maria e Valdson não acreditam: “Eu não creio que tenha sido suicídio. Ele amava demasiado a vida”, disse o ex-mordomo ao ‘The Telegraph’.

Recomendado para si