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  • ''Seria o que faltava não votar num candidato da área democrática'', António Costa, sobre o apoio a António José Seguro
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  • ''Seria o que faltava não votar num candidato da área democrática'', António Costa, sobre o apoio a António José Seguro
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A assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para este sábado, dia 20, durante a cimeira do bloco sul-americano, foi novamente adiada. O tratado, negociado há mais de duas décadas, não avançou devido a entraves internos no bloco europeu, que não conseguiu concluir os procedimentos necessários a tempo.

Na véspera da cimeira, dirigentes da União Europeia enviaram uma carta ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o interesse em avançar com o acordo e apontando janeiro como o novo prazo para a assinatura, após a conclusão dos trâmites institucionais no seio do Conselho Europeu.

Durante os encontros em Foz do Iguaçu, Lula manifestou publicamente a sua frustração com o novo adiamento e afirmou que faltou “coragem política” à Europa para concluir o processo. O presidente brasileiro destacou, no entanto, que Macron, isoladamente, não tem poder para bloquear o acordo, numa referência direta à resistência francesa, sobretudo ligada ao sector agrícola.

Segundo Lula, a União Europeia terá de tomar uma decisão coletiva e estratégica, sublinhando que um eventual veto exige consenso entre os estados-membros, algo que, na sua avaliação, não se verifica neste momento. O chefe de Estado brasileiro disse ainda acreditar que o entendimento será fechado no início de 2026.

Apesar do impasse, Lula reforçou que o Mercosul continua aberto ao diálogo, mas deixou claro que o bloco sul-americano não ficará indefinidamente à espera da decisão europeia. Caso o adiamento se prolongue, outras parcerias comerciais poderão ganhar prioridade.

O adiamento voltou a expor divisões internas na União Europeia, com vários governos a enfrentarem pressões internas de produtores rurais e sectores económicos que temem maior concorrência externa. Estas divergências continuam a dificultar a aprovação política necessária para a assinatura do tratado.

Considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, o entendimento entre o Mercosul e a União Europeia abrange um mercado de centenas de milhões de consumidores e é visto como estratégico para a expansão económica e comercial entre os dois blocos.

Por agora, o acordo permanece em suspenso, com janeiro a surgir como a nova janela apontada para um possível desfecho.

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