O agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) que matou a norte-americana Renee Nicole Good em Minneapolis, no passado dia 7, está prestes a tornar-se milionário após o lançamento de campanhas de arrecadação de fundos em sua defesa.
Renee Good, de 37 anos e mãe de três filhos, foi mortalmente atingida por disparos de um agente do ICE durante uma operação anti-imigração ilegal. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou o momento em que o veículo da mulher avança enquanto um agente tenta abrir a porta, levando a que Jonathan Ross disparasse três vezes.
O incidente, que correu mundo, fez com que muitas pessoas criassem, através da plataforma GoFundMe, uma campanha para apoiar a família da vítima (que deixou 3 filhos e um viúvo) que arrecadou cerca de 1,5 milhões de dólares. No entanto, surgiu também uma página não verificada no GoFundMe que arrecadou mais de 750 mil dólares em apoio ao agente do ICE. O organizador, Clyde Emmons, descreveu a vítima do assassinato como uma “terrorista doméstica”, acrescentando que considera o tiroteio “1000% justificado” e que o agente “merece” uma arrecadação de fundos.
Esta última angariação tem, entretanto, estado sob escrutínio e contestação pública, uma vez que as políticas de plataformas como o GoFundMe proíbem campanhas de apoio financeiro para a defesa legal de pessoas violentas ou para “atos realizados no exercício de funções oficiais”. A empresa afirmou que revisa os conteúdos para verificar o cumprimento dos termos de serviço.
Segundo a revista ‘Forbes’ a descrição da campanha foi entretanto alterada, passando a dizer que o dinheiro arrecadado “seria usado para ajudar a pagar quaisquer serviços jurídicos que o agente precise” em vez de que “os fundos serão usados para ajudá-lo”.