A Air Canada suspendeu os voos para Cuba dado o atual contexto de fata de combustível que o país vive, e que se deve aos cortes no fornecimento venezuelano enviesados pela pressão norte-americana.
Num comunicado emitido esta segunda-feira, a companhia aérea canadiana anunciou que nos próximos três dias “realizará voos de saída sem passageiros para ir buscar cerca de 3.000 clientes que estão naquel país e trazê-los de volta a casa”. Isto depois de, no fim de semana, autoridades cubanas informaram as companhias aéreas de que o abastecimento de combustível para aviação seria interrompido durante um mês a partir da meia-noite desta segunda-feira, dia 9.
A situação também já levou ao encerramento provisório de alguns hotéis e ao realojamento de hóspedes.
De acordo com a Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos (FAA), os aeroportos internacionais estabelecidos em Cuba já esgotaram as suas reservas de combustível Jet A1, o mais utilizado em aviões comerciais, que continuará indisponível nos principais aeroportos ao longo do próximo mês.
Mas a conjuntura cubana está a afetar outras companhias, que vão ajustando as suas operações no país ilhéu. A Aeroflot alterou horários de voos e suspendeu a venda de bilhetes. Também a Iberia flexibilizou tarifas para passageiros com viagens já agendadas, enquanto a Air Europa definiu uma escala em Santo Domingo (República Dominicana) para reabastecimento nos voos de e para Havana.