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  • ''Seria o que faltava não votar num candidato da área democrática'', António Costa, sobre o apoio a António José Seguro
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Um relatório sobre a Irmandade Muçulmana em França está a deixar as autoridades europeias em alerta. O documento, que foi descrito pelo ministro da Administração Interna francês como “incriminatório”, dá ênfase a um conjunto de ameaças impostas pela organização fundamentalista em França, mas também no resto da Europa.

O relatório, cujas linhas gerais foram reveladas pelo jornal francês ‘Le Figaro’, indica que “a realidade desta ameaça (…) coloca o risco de um ataque ao tecido associativo e às instituições republicanas (…) e, mais amplamente, à coesão nacional”.  Dá ainda conta de uma estratégia de “carácter subversivo”, que a partir das bases se prepara para, a longo prazo, promover alterações nas regras locais e nacionais, nomeadamente em matérias de laicidade ou de igualdade entre homens e mulheres.

Dadas as conclusões do relatório, um conjunto de eurodeputados, no qual figura o português João Cotrim de Figueiredo, questionou o Parlamento Europeu sobre que medidas serão tomadas para fazer face às ameaças. Mas o ex-presidente da Iniciativa Liberal não ficou por aqui, tendo publicado um vídeo nas suas redes sociais, em que adverte para a possibilidade de o problema se alastrar aos restantes países da Europa e em especial a Portugal.

“Ficámos a saber que a irmandade muçulmana em França tem a estratégia discreta, paciente, mas assumida de criar ou infiltrar centenas de associações cívicas, escolas, autarquias e instituições do Estado, esperando o momento em que possam criar aquilo que o estudo designa como ‘ecossistemas’ islâmicos de base local”, refere Cotrim de Figueiredo.

O eurodeputado fez um apelo às autoridades nacionais, para que que atuem o mais rápido possível, de forma a perceber qual o contexto da Irmandade Muçulmana, em Portugal. “E em Portugal? Como de costume, ninguém sabe. (…) Por isso, sem medo, quero chamar a atenção para esta ameaça agora antes que seja tarde demais. E quero apelar às autoridades de segurança interna para que apurem o que se passa com a irmandade muçulmana em Portugal e que divulguem as respetivas conclusões”, defende.

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