Foram confirmados os primeiros casos de infeção por Candida Auris, em Portugal. Trata-se de um fungo resistente a medicamentos, que é considerado uma ameaça à saúde pública global e que pode causar doenças graves.
Num estudo efetuado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, foram classificados oito casos, identificados em 2023, num hospital da região Norte, lê-se no comunicado da Faculdade, no qual é salvaguardado que “nenhuma das três mortes dos casos de infecção invasiva reportados esteve exclusivamente associada à infecção, mas sim a comorbilidades severas dos doentes”.
O fungo já se encontra disseminado em cerca de 60 países em vários continentes. Em setembro do ano passado, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) emitiu um alerta sobre a rápida propagação deste fungo nos hospitais, pedindo medidas urgentes para travar a disseminação.
De acordo com o ECDC, entre 2013 e 2023 foram registados mais de 4.000 casos nos países da UE/EEE (incluindo Islândia, Liechtenstein e Noruega). O organismo europeu destacou um “salto significativo” em 2023, ano em que foram reportados 1.346 casos em 18 países.
O 24Horas falou com o médico infecciologista Daniel Silva Coutinho, que explicou que a transmissão deste fungo ocorre, sobretudo em ambiente hospitalar, através do contacto com superfícies ou através das mãos dos profissionais.
Entre os sintomas estão a febre, arrepios, mal estar, bem como sinais e sintomas típicos de infeção. O infecciologista do Hospital Lusíadas Porto esclarece que, em casos de sintomas, é “prioritário ter apoio médico”.
No entanto, o melhor será prevenir a contaminação. Para isso, uma boa higienização das mãos é fundamental, bem como a limpeza profunda dos espaços e detecção precoce de casos.