António Costa, presidente do Conselho Europeu, garantiu esta quarta-feira, dia 7, que a União Europeia dará sempre apoio à Gronelândia e à Dinamarca, enfatizando que decisões sobre o território só podem ser tomadas com a participação direta destes atores e em conformidade com o direito internacional.
Costa proferiu estas declarações a partir do Chipre, que esta semana assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. No seu discurso, o antigo primeiro-ministro sublinhou a importância da soberania territorial e rejeitou quaisquer tentativas de desrespeitar a lei internacional. “A Gronelândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca ou a Gronelândia sem a Dinamarca ou a Gronelândia”, afirmou.
O presidente do Conselho Europeu frisou ainda que a União Europeia não aceitará violações da lei internacional, sejam onde forem, destacando o compromisso do bloco com princípios fundamentais como a soberania e a inviolabilidade das fronteiras.
As declarações de Costa surgem num contexto de tensões geopolíticas sobre o futuro da Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca localizado no Ártico e rico em recursos estratégicos, que recentemente voltou a ganhar destaque internacional após comentários de líderes externos sobre possíveis mudanças no seu estatuto.

Lideranças de outros países europeus também reafirmaram o seu apoio, com declarações conjuntas de vários chefes de Governo a sublinharem que “a Gronelândia pertence ao seu povo” e que apenas a Dinamarca e a própria Gronelândia podem decidir sobre o seu futuro político.
Costa destacou que a posição europeia visa defender o direito internacional e proteger a soberania dos Estados e dos povos europeus face a pressões externas, reforçando a unidade do bloco em questões de segurança e relações internacionais.