Frase do dia

  • “Porque demorou cinco dias a reagir à tragédia?”, José Luís Carneiro, para Luís Montenegro, no debate quinzenal
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A Argentina vive hoje uma quinta-feira de braços cruzados e ruas blindadas. A quarta greve geral contra o governo de Javier Milei não é apenas um protesto laboral; é um teste de sobrevivência política para o Presidente, que tenta forçar a aprovação de uma reforma que altera profundamente os direitos dos trabalhadores.

O país amanheceu em estado de sítio. Com os comboios, autocarros e o metropolitano parados pelas centrais sindicais, as grandes cidades argentinas transformaram-se em cenários de protestos, ao som dos bombos e dos cânticos de luta nas imediações do Congresso Nacional, em Buenos Aires. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) logrou paralisar sectores vitais, desde a banca ao comércio, numa demonstração de força contra o que classificam como o “desmonte do Estado social”.

No centro da discórdia está a “Lei de Bases”. Enquanto os deputados debatem no plenário, a tensão do lado de fora é palpável. O projeto de Milei quer flexibilizar as indemnizações por despedimento e alargar o período de experiência dos trabalhadores, medidas que o Executivo considera fundamentais para atrair investimento estrangeiro e travar a inflação galopante. Para a oposição e para os sindicatos, trata-se de um “retrocesso civilizacional” que coloca o trabalhador à mercê do capital.

A Ministra da Segurança, Patricia Bullrich, não deu tréguas. O “protocolo antipiquetes” foi acionado com rigor, com as forças de segurança a cercarem o Parlamento para impedir que os manifestantes bloqueiem as principais avenidas da capital. Há um clima de pré-confronto constante, com a polícia a utilizar vedações e cordões humanos para garantir que a circulação — ainda que mínima — não seja totalmente interrompida.

O governo de Milei já avisou: quem faltar ao trabalho por causa da greve terá o dia descontado no ordenado. No entanto, a adesão massiva mostra que o descontentamento social está a ganhar fôlego, num momento em que a recessão aperta o cinto dos argentinos.

Embora o foco seja a paragem interna, o isolamento da Argentina é total. As fronteiras terrestres e aéreas sofrem as consequências da greve dos funcionários alfandegários e dos controladores, afetando inclusive a logística em aeroportos brasileiros como Guarulhos, onde os passageiros assistem, à distância, ao desenrolar de uma crise que promete redefinir o futuro político de Javier Milei.

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