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  • “Se for culpado (Prestianni), acabou para mim”, José Mourinho
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um crime bárbaro ocorrido num apartamento na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana. Uma adolescente relatou ter sido atraída ao local por um ex-namorado, de 17 anos, para um encontro. No entanto, ao chegar à habitação, a jovem foi surpreendida pela entrada de outros quatro homens no quarto, que consumaram uma violação coletiva.

As autoridades já identificaram os quatro suspeitos, que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após o Ministério Público apresentar a denúncia. O exame de corpo de delito confirmou a violência física e as lesões graves sofridas pela vítima. Imagens das câmaras de segurança do prédio também registaram a movimentação dos envolvidos na noite do crime, ocorrido a 31 de janeiro.

Contudo, a divulgação dos nomes dos procurados gerou um efeito colateral perigoso nas redes sociais. Um jovem de 17 anos, que possui um nome muito semelhante ao de um dos réus, passou a ser alvo de ataques e acusações indevidas na internet. O adolescente viu-se obrigado a deslocar-se à 12ª DP (Copacabana) para prestar esclarecimentos e provar que não tinha qualquer ligação com o caso.

Embora o apelido (sobrenome) completo seja diferente, a abreviação do nome de um dos suspeitos em algumas publicações levou internautas a localizarem o perfil do rapaz inocente no Instagram. “Vim à esquadra justamente para ver se era preciso algo. Não sou culpado de nada”, afirmou o jovem num vídeo publicado para tentar travar a onda de ódio.

Já a defesa do verdadeiro acusado, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos — que é jogador de futebol do Serrano Football Club e já disputou competições oficiais pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) —, negou a ocorrência de violação. Segundo Rafael De Piro, advogado do foragido, duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva anteriormente. Em nota, a defesa sustenta que existem mensagens de texto trocadas entre a jovem e o amigo sobre a presença prévia de outros rapazes na casa. Segundo o advogado, a jovem teria permitido a presença dos homens no quarto durante o encontro íntimo com o amigo e que imagens de segurança mostram a jovem a despedir-se com um “sorriso e um abraço”, o que não teria sido devidamente investigado. A defesa contesta ainda o facto de João Gabriel, estudante e atleta sem histórico de violência, não ter tido a oportunidade de ser ouvido pela polícia antes da ordem de prisão.

Este episódio acende um alerta vermelho sobre o papel dos “tribunais da internet”. A sede de justiça imediata, muitas vezes alimentada pela partilha impulsiva de informações incompletas, pode destruir a vida de inocentes em poucos cliques. No ambiente digital, a distinção entre um criminoso e um homónimo é frequentemente ignorada em favor do linchamento virtual, uma prática que carrega consequências reais e, em muitos casos, irreversíveis.

Imagens: internet

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