A escritora de thrillers Freida McFadden, de 45 anos, revelou finalmente um dos segredos mais bem guardados da sua carreira: o seu nome de autora é um pseudónimo. Numa entrevista ao USA Today, a escritora confessou que a sua verdadeira identidade é Sara Cohen.
A decisão surge numa fase em que o sucesso literário tornou difícil manter esta separação entre vida pública e privada. “Cheguei a um ponto da minha carreira em que estou cansada de manter este segredo”, confessou, acrescentando: “Estou farta de que as pessoas discutam se sou uma pessoa real ou se sou três homens. Sou uma pessoa real, tenho uma identidade real e não tenho nada a esconder.”
Conhecida pelo fenómeno editorial ‘A Criada’, a escritora construiu uma carreira sólida no género, com 29 livros editados e milhões de exemplares vendidos em vários mercados.
Mas fora das livrarias, a vida de Sara Cohen seguia um rumo bem diferente. A autora é médica especializada em doenças neurológicas e manteve durante anos essa atividade em paralelo com a escrita. O anonimato foi, aliás, uma escolha consciente para proteger essa dimensão da sua vida. “No trabalho, quero ser médica”, explicou. “Muitos dos meus livros têm temas médicos, e não quero que as pessoas digam: ‘Isto é baseado em mim?’ Parece-me pouco profissional.”
Mesmo nas aparições públicas, a escritora manteve sempre uma certa distância da sua identidade real, recorrendo, por exemplo, a uma peruca. A explicação é simples: “Não faço ideia de como arranjar o cabelo”.
Apesar de agora assumir quem é, Sara Cohen garante que o nome literário se mantém. “Partilhei sempre quem sou através das minhas histórias”. E conclui: “Embora o nome seja uma surpresa, nada mais o será. Sempre fui sincera com os meus leitores”.