O Benfica suspendeu “com efeitos imediatos” as relações institucionais com o Grupo Medialivre, detentor da CMTV e do Correio da Manhã, depois de considerar que aqueles órgãos divulgaram informações falsas.
Num comunicado, o clube das águias garante que “é totalmente falso (…) que algum elemento do Sport Lisboa e Benfica tenha agredido ou ameaçado algum jornalista”. A direção explica que a situação teve origem “exclusivamente [numa] legítima preocupação em proteger os jogadores e o staff técnico perante as sucessivas abordagens insistentes do repórter da CMTV”.
O Benfica sustenta ainda que essas abordagens ocorreram “num quadro de manifesta falta de respeito pelas regras básicas de convivência institucional entre clubes e órgãos de comunicação social, mesmo quando em espaços públicos”.
No mesmo texto, a SAD considera que as acusações são “inteiramente destituídas de fundamento e atentatórias da honra, do bom-nome e da reputação do Sport Lisboa e Benfica e dos seus profissionais”.
Perante o que classifica como a gravidade das imputações, o clube anuncia que “vai avançar com uma queixa-crime contra a CMTV e o jornal Correio da Manhã, bem como contra o jornalista”, Gustavo Lourenço.
O conflito tem origem num episódio envolvendo o jornalista da CMTV Gustavo Lourenço e o assessor de imprensa do Sport Lisboa e Benfica, Gonçalo Guimarães. O jornalista abordou jogadores do Benfica em espaços públicos para colocar questões. Num desses momentos, ocorrido nos Açores, o assessor terá reagido fisicamente, batendo na mão do repórter enquanto este trabalhava.
O episódio agravou-se depois, durante um treino, quando o jornalista pediu para não voltar a ser agredido. O assessor respondeu que o faria “as vezes necessárias”.