A Polícia Judiciária deteve o secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, e um dos principais colaboradores de Carlos Moedas no âmbito da chamada Operação Lúmen, uma investigação relacionada com alegadas irregularidades na contratação das iluminações de Natal na capital.
A operação levou à detenção de vários suspeitos, incluindo responsáveis ligados ao município e empresários, por indícios de crimes como corrupção, participação económica em negócio e prevaricação.
De acordo com as autoridades, estarão em causa contratos públicos associados à instalação das luzes de Natal em Lisboa, suspeitando-se da existência de favorecimento de empresas e de eventuais benefícios indevidos no processo de adjudicação. As diligências incluíram buscas e recolha de documentação, visando apurar o circuito financeiro e as decisões administrativas envolvidas.
O secretário-geral da autarquia, uma das figuras centrais da estrutura administrativa municipal, surge como um dos principais visados, o que confere particular relevância política ao caso. A investigação terá sido desencadeada após indícios recolhidos sobre práticas irregulares na gestão destes contratos, tradicionalmente de elevado valor e visibilidade pública.
Recorde-se que Laplaine Guimarães, militante do CDS, considerado um ‘sobrevivente’, dado manter-se em cargos dirigentes da autarquia desde os tempos de Nuno Abecasis, nos anos 70, chegou a ser secretário do Conselho de Estado, quando Jorge Sampaio ocupou o Palácio de Belém.
A Câmara Municipal de Lisboa ainda não reagiu oficialmente em detalhe às detenções, mas a operação já está a gerar forte impacto político e mediático, levantando questões sobre transparência e controlo na contratação pública municipal.
A Operação Lúmen prossegue sob direção do Ministério Público, podendo dar origem a novas diligências e eventuais constituições de arguidos nos próximos dias.