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  • “INEM não sabe onde andam as ambulâncias”, Luís Mendes Cabral, presidente do INEM
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Os recentes documentos divulgados do caso Jeffrey Epstein reacenderam o interesse internacional sobre o alcance global das suas ligações. Nos chamados Epstein Files, estão milhões de páginas de e-mails, mensagens e notas que mencionam várias figuras brasileiras – sem que isso signifique envolvimento em crimes sexuais.

Brasileiros citados nos arquivos

Jair Bolsonaro – O ex-presidente surge em mensagens de 2018, ligadas à campanha presidencial, em trocas entre Epstein e outros contactos internacionais. Os textos elogiam Bolsonaro, discutem a sua imagem e popularidade, mas não há qualquer evidência de contacto direto ou envolvimento em actos ilícitos.

Luiz Inácio Lula da Silva – Citado em e-mails de 2018, enquanto estava preso em Curitiba, Epstein refere Lula em conversas sobre política internacional. Ele aparece como “o prisioneiro político mais importante do mundo”, mas não há menção de conotação sexual ou ligação criminosa.

Eike Batista – O empresário é mencionado em comunicações de 2012 e 2013, muitas vezes em contexto social ou de negócios. Um e-mail de Epstein refere Luma de Oliveira, ex-mulher de Eike, como “namorada de Eike Batista”, apesar de já estarem separados. Nenhum destes contactos indica participação em crimes.

Luma de Oliveira – A modelo brasileira surge em e-mails de 2012 relacionados com Epstein e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel. A referência é feita em contexto de reconhecimento de figuras públicas e não implica envolvimento com actos ilícitos.

Outros contactos – Arquivos mencionam empresários e agentes ligados à moda e eventos no Brasil, mas nenhum nome adicional foi confirmado oficialmente como participante de actividades criminosas.

Norte e Nordeste brasileiro e trechos perturbadores

Os ficheiros contêm trechos que descrevem viagens pelo Nordeste e menções a mulheres em situações de vulnerabilidade. Um e-mail detalha uma jovem pobre da periferia de Natal, sem passaporte e sem experiência internacional, sendo discutida em termos logísticos de deslocamento para os EUA. Epstein e associados também comentaram sobre mulheres do Norte do Brasil como “mais feias”, mas mostravam interesse em viajar para São Paulo e Rio para recrutar mulheres consideradas bonitas, incluindo menores de idade.

Outras mensagens abordam a organização de concursos de beleza ou potenciais modelos brasileiras, muitas vezes misturando interesses de moda, socialização e exploração. Esses trechos são perturbadores. Em um e-mail de 2010, Epstein escreveu sobre suas viagens no Norte e no Nordeste:

“Oi. Sem internet no meu hotel. Estou muito feliz por ter conseguido essa garota. Ela vem com a mãe em janeiro. Vou para João Pessoa e depois para Recife. De volta a Natal. Depois, para São Paulo, onde encontrei uma agente para me levar de volta a Nova York. Eu também queria ir ao Rio, mas não sei se é a hora certa. Quando você volta para Nova York? O Norte do Brasil tem as mulheres mais feias do mundo.”

Um dos trechos mais explícitos dos novos documentos, revelado pela Agência Pública, mostra que, em outubro de 2016, Epstein trocou e-mails com um associado sobre a possibilidade de adquirir agências de modelos no Brasil com o objectivo de “ter acesso a garotas” – uma formulação literal nos arquivos do Departamento de Justiça dos EUA. Nessa troca, o interlocutor apresenta relatórios sobre grandes agências brasileiras e sugere que, por meio de concursos ou aquisições, Epstein poderia atrair e “decidir o que fazer com as mulheres” recrutadas, indicando uma estratégia para alargar contactos no país.

Contexto geral e cautela

Os arquivos refletem o alcance internacional de Epstein e o interesse em contactos no Brasil, incluindo figuras públicas, agentes de moda e mulheres jovens. Mesmo com trechos inquietantes sobre vulnerabilidade social e preferências pessoais, nenhum dos documentos até agora comprova envolvimento criminal de terceiros além de Epstein e seus cúmplices já condenados.

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