Uma foca-cinzenta, que tem sido avistada nas últimas semanas na Marina de Cascais, voltou a gerar polémica nas redes sociais, desta vez na sequência de um confronto público entre Miguel Lacerda, presidente da Cascaisea, e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em comunicado, o ICNF esclareceu que o animal “aparenta ser jovem, saudável e sem ferimentos visíveis”, alimenta-se regularmente de peixes e polvos e utiliza as rochas da marina como local de descanso. A entidade sublinha ainda que estas situações nem sempre exigem intervenção, devendo o animal ser deixado em tranquilidade, desde que não apresente sinais evidentes de debilidade.

na Marina de Cascais

da Natureza e Florestas publicou há 2 dias
No entanto, Miguel Lacerda denunciou nas redes sociais que recebeu, na manhã desta quinta-feira, dia 18, um contacto de um pescador que se encontrava na marina e que alertou para uma situação que considerou “crítica”.
“O que eu esperava acabou por acontecer: ninguém a monitorizar o animal, ninguém preparado para intervir”, escreveu o ativista, acrescentando que esteve cerca de sete horas a acompanhar a foca, alegadamente após o animal ter caído das rochas.
No vídeo partilhado por Miguel Lacerda é possível ver a foca imóvel na água, rodeada por lixo, incluindo preservativos e embalagens de iogurte. Em determinado momento, o ativista tenta tocar no animal, que não reage.
Depois de avaliarem a situação, Miguel Lacerda informa, num outro vídeo que, perante a situação agustiante de tanta inatividade “pedimos consentimento ao Capitão do Porto para avançar com o resgate (tendo em conta o triste cenário”. Para procederem ao resgate, foi contactado o Centro de Reabilitação de Animais Marinho de Aveiro. Animal establizado, abraçada com uma lona dentro de água, a foca foi levada pelos colaboradores de centro de reabilitação que vão agora tentar reabilitar o animal. Uma tarefa “muito complicada”, segundo Miguel Lacerda.
Entretanto, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas informou nas suas redes sociais que o resgate da foca foi feito a seu pedido. O facto é que não participaram no resgate do animal, nem sequer publicam imagens da “mudança súbita que manifestou”, como dizem na publicação de Facebook, ao contrário de Miguel Lacerda que documentou todo o processo.