O Instituto Nobel da Noruega já esclareceu que María Corina Machado, de 58 anos, não pode dar o Nobel da Paz a Donald Trump (79), como a líder da oposição venezuelana afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.
Numa entrevista à Fox News, Corina Machado confessou que poderia entregar o galardão ao presidente norte-americano. Segundo a líder da oposição venezuelana, esse “seria um ato de gratidão do povo venezuelano pela destituição do ditador Nicolás Maduro“, o presidente do país, que foi capturado na semana passada pelos Estados Unidos, após um ataque a Caracas.
Numa declaração, este sábado, dia 10, o Instituto Nobel Norueguês afirmou entretanto que a decisão de atribuir um Prémio Nobel é final e permanente, citando os estatutos da Fundação, que não permitem recurso. A organização salientou ainda que os diferentes comités que atribuem os prémios Nobel não comentam as ações ou declarações dos laureados após a entrega dos galardões.
“Uma vez anunciado um Prémio Nobel, este não pode ser revogado, partilhado ou transferido para terceiros”, afirmaram o Comité Nobel e o Instituto Nobel Norueguês, na sexta-feira, dia 9. “A decisão é definitiva e mantém-se para sempre.”
“Chegou a oferecer-lhe o Prémio Nobel da Paz?”, perguntou Sean Hannity a Corina, na entrevista de segunda-feira. “Isso aconteceu mesmo?” A engenheira, professora e política respondeu que “bem, ainda não aconteceu“.
Donald Trump, que há muito mostra interesse em ganhar o Prémio Nobel da Paz e que por vezes o tem associado a conquistas diplomáticas, também já revelou que seria uma honra aceitar o galardão, caso Corina Machado lho oferecesse, durante o encontro em Washington, marcado para esta semana.