O eurodeputado do Partido Socialista (PS) Bruno Gonçalves denunciou, esta terça-feira, a existência de um “preconceito bafiento” dirigido às mulheres que integram a sua equipa, na sequência de uma notícia da revista Sábado que o apontava como o eurodeputado português com mais assessores.

O parlamentar rejeitou essa classificação e afirmou que as reações à notícia revelam que as mulheres continuam a ser alvo de um escrutínio “injusto e desproporcional”, incluindo na política. Bruno Gonçalves destacou vários comentários de teor sexista dirigidos às suas colaboradoras, sublinhando que não tolerará tentativas de desvalorização de trabalhadoras ou representantes políticas pelo facto de serem mulheres.
Segundo o eurodeputado, a sua equipa é composta por cinco assessores — três em Bruxelas e dois em Portugal — e não por nove, como referido. Recordou ainda que todos os eurodeputados dispõem do mesmo envelope financeiro para a contratação de colaboradores e que não existe qualquer custo adicional associado à sua equipa.
Bruno Gonçalves esclareceu que não é “recordista” no número de assessores, embora pudesse legalmente sê-lo face às comissões e delegações parlamentares que acompanha. Indicou que a equipa integra três homens e três mulheres, todos com currículos profissionais relevantes dentro e fora da política.
De acordo com o Parlamento Europeu, cada eurodeputado dispõe de um montante máximo mensal de 30.769 euros para despesas com pessoal. Este valor destina-se exclusivamente ao pagamento de salários, honorários e contribuições sociais dos assistentes parlamentares e prestadores de serviços, não sendo recebido diretamente pelos deputados.