Pedro Passos Coelho, de 61 anos, recusa uma eventual candidatura às eleições diretas do PSD, propostas pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro (53), e recomenda que “que o chefe de Governo se concentre na sua missão e se distraia pouco”.
À entrada para o salão nobre da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde encerrou a cimeira da Associação de Estudantes, Pedro Passos Coelho, quando questionado pelos jornalistas sobre o desafio lançado por Luís Montenegro, não deixou margem para dúvidas: “Não sou candidato a coisíssima nenhuma.” Ainda assim, o antigo líder do PSD reconheceu que avançará numa candidatura, se algum dia se quiser candidatar “por um imperativo de consciência”.
“O presidente do PSD, o dr. Luís Montenegro, é primeiro-ministro. Eu já fui primeiro-ministro e é uma função que julgo que é importante. Ele contraiu uma responsabilidade, não apenas com o seu partido, que é o meu partido também, mas com o País”, referiu.
A resposta de Pedro Passos Coelho surge depois de Luís Montenegro ter proposto eleições diretas para maio, ao mesmo tempo que lançou o desafio ao antigo presidente do PSD para se apresentar, caso tivesse “um caminho alternativo e diferente”.
Ainda que se distancie de uma candidatura, Passos Coelho garantiu que continuará a intervir “sempre que o entender” no debate político.