Luís Montenegro, de 52 anos, saiu em defesa dos profissionais de saúde e garantiu que há uma “perceção de caos” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, embora não deva ser menorizada, não corresponde ao contexto real diariamente enfrentado pelos profissionais que se dedicam a esta área.
No discurso de inauguração da sede da Direção Executiva do SNS, no Porto, o primeiro-ministro assumiu que se vive “um tempo estranho” e que há uma “absoluta desproporção” entre o trabalho desenvolvido na saúde e a “onda noticiosa”.
Nas palavras do líder da AD, a realidade vivida no SNS é mais feliz do que aquela que é percecionada pelas pessoas: “Nós somos todos os dias confrontados com uma perceção de caos, de crise, de problema permanente. Eu não quero, com isto, diminuir os casos na base dos quais esta perceção é criada. O que eu tenho é a obrigação, em nome também dos prestadores de serviços, dos profissionais, de dizer que, felizmente para todos nós, isso não é a realidade que os tais mais de 150 mil atos diários dos profissionais do SNS enfrentam todos os dias.”
Montenegro relembrou o perigo das generalizações e explicou que os tempos de espera nos serviços públicos de saúde estão a descer progressivamente: “Os tempos de espera nas urgências em Portugal são os mais baixos deste ano. O ano passado foram mais baixos que foram há dois anos, mais baixos que foram há três, há quatro e há cinco anos. São os melhores dos últimos cinco anos. São os melhores do ponto de vista do desempenho. Repito, isto não é motivo para estarmos satisfeitos, porque podemos melhorar ainda mais.”
No final, o primeiro-ministro deixou também vários elogios à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que “tem evidenciado um nível de competência e de resistência notáveis”.