Carlos Moedas passou a dispor de maioria absoluta no executivo da Câmara Municipal de Lisboa depois de a vereadora eleita pelo Chega, Ana Simões Silva, ter aceitado assumir os pelouros da Saúde e Desperdício Alimentar. Ana Simões Silva desfiliou-se do Chega em janeiro, mantendo o cargo de vereadora como independente.
A vereadora abandonou o partido de André Ventura, recorde-se, apontando para “incompatibilidades políticas intransponíveis” no gabinete da vereação do Chega. “Informo que irei assumir o mandato na qualidade de vereadora independente. Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do gabinete da vereação do partido Chega. Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativa, sem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa”, afirmou em comunicado enviado à agência Lusa.
De acordo com o Observador, Carlos Moedas atribuiu à agora vereadora independente os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar, reforçando a estabilidade política do executivo municipal. É a primeira vez desde 2017 – ano em que Fernando Medina perdeu a maioria absoluta – que o presidente da Câmara de Lisboa dispõe de uma maioria no executivo.
O atual executivo municipal tomou posse a 11 de novembro de 2025 para o mandato 2025-2029 e é composto por 17 vereadores. A coligação PSD/CDS-PP/IL, liderada por Carlos Moedas, elegeu oito vereadores, a coligação PS/Livre/BE/PAN seis, o Chega dois e a CDU (PCP/PEV) um vereador.
Com a passagem de Ana Simões Silva a independente e a integração no executivo de Moedas, o presidente da autarquia soma nove vereadores e passa a contar com o apoio necessário para garantir estabilidade na governação municipal.