O caso Epstein faz cair mais um nome de peso da política britânica. Peter Mandelson, de 72 anos, foi detido pela Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) esta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, sob suspeita de má conduta em cargo público.
A detenção ocorreu numa residência em Camden, no norte de Londres, após buscas policiais coordenadas nessa morada e numa propriedade em Wiltshire. A investigação criminal intensificou-se com a divulgação de novos documentos nos EUA, que sugerem que Mandelson terá partilhado informações governamentais confidenciais e sensíveis ao mercado com Jeffrey Epstein em 2009, enquanto servia como Secretário de Estado da Indústria
O antigo estratega do “New Labour” já tinha sofrido as primeiras consequências políticas em setembro de 2025, ao ser exonerado do cargo de embaixador em Washington. Mais recentemente, a 4 de fevereiro de 2026, renunciou à Câmara dos Lordes e abandonou o Partido Trabalhista perante a pressão das novas revelações
Embora a tipificação legal de má conduta em cargo público seja idêntica à que levou à detenção de Andrew Mountbatten-Windsor (ex-Príncipe André) a 19 de fevereiro, os factos investigados divergem: enquanto Mandelson é suspeito de vazar dados económicos ministeriais, a investigação sobre o antigo príncipe foca-se na partilha de relatórios comerciais confidenciais obtidos durante as suas missões como enviado especial de comércio do Reino Unido em 2010. Ao contrário do caso de André, Mandelson não enfrenta atualmente acusações de natureza sexual neste processo criminal.
O primeiro-ministro Keir Starmer confirmou que o governo pretende avançar com legislação para retirar formalmente o título de “Lorde” a Mandelson. O detido, que nega qualquer prática criminal, permanece sob custódia para interrogatório