Em 2025, foram identificadas pela PSP largas dezenas de alojamentos ilegais na Área Metropolitana do Porto (AMP), ocupados por cerca de 900 estrangeiros.
No total, segundo o comunicado dado a conhecer esta terça-feira, dia 13, foram 56 os edifícios em situação irregular ocupados por migrantes. Em comunicado, a PSP informa que nessa mais de meia centena de alojamentos ilegais identificados, verificaram-se “diversas irregularidades”, entre as quais se destacam a sobrelotação, a ausência de condições mínimas de higiene e segurança, a presença de pragas e a inexistência de contratos de arrendamento.
Realizando um balanço das ações de fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional realizadas no último ano, a PSP acrescenta que, no decorrer de 517 operações, foram efetuadas 63 detenções e contabilizaram-se 167 contraordenações. No total, foram 5.394 o número de cidadãos estrangeiros fiscalizados pelas autoridades na AMP.
Das 63 detenções realizadas, 53 devem-se à permanência irregular em Portugal. Já as restantes 10, foram motivadas por outras ilegalidades como a falsificação de documentos, posse de arma proibida ou crimes contra a propriedade.
Foram ainda emitidas 106 notificações para abandono voluntário do território nacional e identificados 233 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS). A mesma nota refere também que a PSP enumerou 167 autos de notícia por contraordenação, ao abrigo da Lei dos Estrangeiros.
As referidas intervenções foram protagonizadas pela PSP, através do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) do Porto, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), e tiveram como principal objetivo o combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos.