Mário Centeno, de 59 anos, foi afastado da corrida à liderança do Banco Central Europeu (BCE). O croata Boris Vujčić sucede ao espanhol Luis de Guindos. A decisão do Eurogrupo foi tomada após três rondas de votações.
Decorreu esta segunda-feira, dia 19, a reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo em que foi votado o próximo presidente do BCE. Depois de uma primeira ronda em que foram afastados o antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Šadžius, e o governador do banco central da Estónia, Madis Müller, o ex-governador do Banco de Portugal acabou por sair de cena à segunda, acompanhado pelo governador do banco central da Letónia, Mārtiņš Kazāks, deixando a corrida a dois. Na votação final, o Boris Vujčić, líder do Banco Central da Croácia sobrepôs-se ao finlandês Olli Rehn, que é também governador do banco central do seu país.
Boris Vujcic deverá assumir o cargo em 1 de junho, já que o mandato de Luis de Guindos cessa a 31 de maio. O croata irá presidir o BCE durante os próximos oito anos.
Recorde-se que Mário Centeno era visto como um dos favoritos à vitória na eleição para o cargo, já que em 14 de janeiro foi recomendado pelo comité dos Assuntos Económicos e Monetários do Eurogrupo, presidido pela francesa Aurore Lalucq, como um dos dois candidatos preferidos a ocupar a função de presidente do BCE, a par de Mārtiņš Kazāks.
“Os membros do comité dos Assuntos Económicos e Monetários tiveram trocas de ideias informais com os seis candidatos ao cargo do vice-presidente do BCE. Os coordenadores do comité, representando a maioria da composição do grupo de trabalho, apoiaram Mārtiņš Kazāks e Mário Centeno como os candidatos preferidos para este cargo”, pode ler-se na nota que nessa data foi transmitida ao presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakákis.