A CGTP prevê uma “grande concentração” de trabalhadores na manifestação nacional marcada para esta terça-feira, dia 13, às 14:30, em Lisboa, onde será entregue ao Governo um abaixo-assinado com “dezenas de milhares de assinaturas” a exigir a retirada do pacote laboral.

Esta ação de luta da Intersindical está marcada para o início da tarde, com ponto de encontro na Praça Luís de Camões, seguindo depois em direção a São Bento, junto à Assembleia da República, com o objetivo central de “exigir a retirada do pacote laboral”.
Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da CGTP antecipou uma forte adesão à iniciativa, indicando que haverá uma “grande concentração em frente à Assembleia da República”, onde será entregue o abaixo-assinado, cujas assinaturas foram recolhidas “ao longo dos últimos três meses”.
Tiago Oliveira sublinha que esta ação surge na sequência da greve geral de 11 de dezembro: “Não podemos deixar que aquilo que trouxe os trabalhadores para a rua e a força que os trabalhadores deram fique sem resposta por parte do Governo.” Desta vez, não serão emitidos pré-avisos de greve.
O líder da CGTP considera que o Executivo deve responder à contestação dos trabalhadores e afirma que o Governo “tem de ouvir a maioria”, manifestando a expectativa de que a reunião com o primeiro-ministro resulte numa “resposta” clara à exigência da retirada do pacote laboral.
“Isto é que tem de estar em cima da mesa, porque foi isto que os trabalhadores exigiram com a greve geral”, insiste, rejeitando a possibilidade de discutir apenas medidas pontuais e permitir que “todas as restantes passem”.
A CGTP defende ainda “uma discussão séria”, tendo em conta os aspectos que considera negativos, com vista à melhoria das condições de vida e de trabalho. Tiago Oliveira deixa também críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que, perante a adesão à greve geral, Luís Montenegro deveria “ter contactado a CGTP no sentido de discutir o processo”.
Apesar disso, o dirigente garante que a Intersindical continuará a participar na Concertação Social para dar “voz aos trabalhadores”, mesmo que o Governo não retire a proposta.
Questionado sobre a possibilidade de uma nova greve geral, eventualmente em convergência com a UGT, Tiago Oliveira não fecha essa hipótese: “Num momento certo e quando for necessário (…) irá fazer a discussão que tiver que fazer.”