O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, viajou para o estrangeiro no meio do ciclo de tempestades que tem atingido Portugal.
A deslocação, segundo apurou a revista Sábado, aconteceu entre os dias 26 e 28 de janeiro, quando o País já enfrentava os efeitos das tempestades Ingrid e Joseph e se aproximava da depressão Kristin, que causou muitos estragos e fez vítimas mortais em território continental.
Mário Silvestre foi a Bruxelas para participar num curso de formação ligado à defesa nacional, após concluir uma etapa do programa em Lisboa. As previsões meteorológicas a apontar para mau tempo, ventos fortes e mar agitado, não foram suficientes para impedir a sua ausência.
De acordo com informações divulgadas pela própria ANEPC, o presidente do organismo, José Manuel Moura, tinha autorizado a viagem antes de haver confirmação oficial da depressão Kristin no final do dia 26 de janeiro.
Durante a sua ausência, as funções de coordenação nacional foram assumidas pelo segundo comandante e pelos adjuntos.
O Governo, recorde-se, declarou situação de calamidade, até dia 8 de fevereiro, para 69 concelhos que foram mais fustigados pela tempestade Kristin.