O príncipe William, de 43 anos, poderá enfrentar um impacto financeiro significativo devido a alterações legislativas no Reino Unido que visam reforçar a proteção dos inquilinos.
Em causa está uma proposta do governo trabalhista liderado por Keir Starmer que pretende limitar a capacidade dos senhorios de expulsarem arrendatários em incumprimento, sobretudo em situações de rendas consideradas elevadas. A mudança poderá reduzir o controlo do herdeiro ao trono sobre as propriedades que integram o Ducado da Cornualha, de onde provém grande parte do seu rendimento anual, estimado em cerca de 25,4 milhões de euros.
Criado em 1337 por Eduardo III para garantir sustento ao herdeiro da coroa, o ducado continua a funcionar como uma propriedade privada cujos dividendos financiam despesas institucionais e projetos filantrópicos do príncipe. Na mais recente declaração de rendimentos, William reportou receitas na ordem dos 26,4 milhões de euros provenientes da exploração do património, embora apenas cerca de um milhão esteja totalmente protegido de eventuais alterações legais.
Apesar deste possível revés, a posição financeira do filho mais velho de Carlos III mantém-se robusta. A sua fortuna é estimada em cerca de 1,1 mil milhões de euros, maioritariamente associada a ativos imobiliários. Entre as propriedades destacam-se a Forest Lodge, um apartamento no Palácio de Kensington, além de residências como Amner Hall e Adelaide Cottage, entre outras.