O número de vítimas mortais na atual época das chuvas em Moçambique aumentou para 276, enquanto cerca de 868 mil pessoas foram afetadas desde outubro, revelou este sábado, dia 14, uma atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Segundo os dados do INGD consultados pela Lusa, nas últimas horas registaram-se mais cinco óbitos, elevando o total de pessoas afetadas nesta temporada de chuvas – que se prolonga até abril – para 868 mil, correspondentes a 200 526 famílias. Há ainda registo de 10 desaparecidos e 340 feridos.
As cheias de janeiro causaram, isoladamente, pelo menos 43 mortes, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando 715 721 pessoas em todo o país. A passagem do ciclone Gezani, em Inhambane, nos dias 13 e 14 de fevereiro, provocou mais quatro mortos e afetou 9 040 pessoas, segundo o levantamento mais recente do INGD.
Durante esta época chuvosa, 15 787 habitações ficaram parcialmente destruídas, 6.203 foram totalmente arruinadas e 182 397 sofreram inundações. Ao longo de cinco meses e meio, 303 unidades de saúde, 83 locais de culto e 720 escolas registaram danos devido às intempéries.
O relatório do INGD indica também que 267 205 hectares de áreas agrícolas se perderam, prejudicando 339 973 agricultores, e 530 998 animais morreram.
As chuvas afetaram ainda a infraestrutura rodoviária, com 7 612 quilómetros de estradas, 41 pontes e 259 aquedutos danificados.
Desde outubro, foram ativados 152 centros de acolhimento, que chegaram a receber 114.334 pessoas. Atualmente, 22 desses centros permanecem em funcionamento – três a mais em relação à semana anterior – abrigando pelo menos 6 467 indivíduos. Foram também registados 6 931 resgates de pessoas devido às inundações.