O Circuito do Estoril atravessa uma situação inédita desde a sua criação, na sequência de uma alegada gestão danosa por parte dos atuais administradores da Parpública, empresa do Estado que detém 100% do circuito.
Neste momento, o Circuito do Estoril não tem um único dia de marcação para os próximos três meses, uma vez que a administração não definiu ainda a tabela de preços para 2026, inviabilizando a formalização de reservas e a contratação de atividades futuras.
Esta ausência de planeamento e de decisão operacional compromete diretamente a capacidade do Circuito do Estoril gerar receita, que reverte para o Estado e para todos os portugueses. O autódromo tem uma faturação anual de cerca de 3,5 milhões de euros, mas por inação da administração da Parpública, que gere o Circuito desde 2006, encontra-se, na prática, impedido de operar comercialmente no curto prazo.
O 24Horas falou, em exclusivo, com André Marques, CEO da Motor Sponsor, empresa especializada na organização de eventos automóvel e de competição. O empresário manifestou preocupação com a falta de informação e apelou a uma resolução rápida da situação: “Estamos preocupados com a falta de informação e pedimos que a situação seja resolvida o mais rapidamente possível. Um ativo público com este potencial não pode ficar parado.”
A Motor Sponsor lidera e organiza vários eventos no Circuito do Estoril, incluindo os Driving Days, que são track days onde entusiastas podem conduzir os seus veículos em pista com sessões programadas e apoio técnico, e também a competição C1 Eurocup & Friends, um troféu que já integra as famosas 8H do Estoril no contexto do Estoril Top Motor Show, com corridas de longa duração e programação para pilotos e público em geral.
Além dos eventos no Estoril, a Motor Sponsor desenvolve e coordena calendários competitivos nacionais, envolvendo experiências de condução e campeonatos que vão além de simples track days, reforçando a importância da pista para a comunidade automóvel nacional e internacional.