Os partidos da coligação Sumar, que integra o governo de Pedro Sánchez, começaram a posicionar-se tendo em vista às eleições legislativas de 2027.
A Izquierda Unida (IU), partido de referência da coligação, considera que o projeto liderado por Yolanda Díaz, ministra de Trabalho e Economia Social, está politicamente esgotado, acusando-o de incapacidade para “aglutinar” o conjunto das forças de esquerda, e defende a criação de uma nova frente ampla com outra designação, desvinculada do PSOE e assente numa agenda clara em matéria de habitação, economia e trabalho.
Desta forma, a IU dá por encerrado o ciclo de Sumar, poucos dias depois de Yolanda Díaz ter manifestado abertura para uma eventual reaproximação ao Podemos com vista às próximas legislativas. O Podemos, que rompeu com Sumar em 2023, tem classificado o projeto de Díaz como um fracasso subordinado ao PSOE.
A coligação Sumar integrou, nas últimas eleições, o Movimiento Sumar, Izquierda Unida, Catalunya en Comú,
Más Madrid, Compromís, Verdes Equo, Chunta Aragonesista e Més per Mallorca.
Nas legislativas de 2023, o movimento Sumar conquistou 12,3% dos votos. O PSOE, que ficou em segundo lugar atrás do PP, obteve 31,7% e, com o apoio de partidos independentistas do País Basco e da Catalunha, a par do Sumar, conseguiu maioria parlamentar para manter-se na Moncloa.