A Infraestruturas de Portugal (IP) cobrou cerca de 167 euros pelo transporte ferroviário de vários sacos de areia que serviram como ajuda face à crise de cheias no Ribatejo, provocadas pelas tempestades sucessivas.
Nos meses de janeiro e fevereiro, Portugal foi atingido por uma sequência severa de tempestades (‘Ingrid’, ‘Joseph’, ‘Kristin’, ‘Leonardo’ e ‘Marta’), descrita por meteorologistas como um dos ‘comboios de tempestades’ mais longos e intensos de que há memória.
Nesse sentido, a zona do Ribatejo foi uma das mais afetadas com o transbordo do rio Tejo. Sendo assim, os serviços de Proteção Civil fizeram uma operação com as autoridades locais para o transporte destes materiais para travar a água e não chegar às habitações.
Apesar de se tratar de uma situação de emergência, a IP aplicou a tabela normal de custos, justificando que não existe um mecanismo legal que permita isentar automaticamente este tipo de serviço.
A cobrança gerou debate público: alguns consideraram que, perante um cenário de risco para populações e infraestruturas, o transporte deveria ter sido gratuito ou enquadrado num regime especial de apoio. Outros defenderam que a IP apenas seguiu as regras existentes e que qualquer alteração teria de ser decidida pelo governo da AD, liderado por Luís Montenegro.