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  • “Um cenário dantesco de pós-catástrofe”, Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria
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A política e os bastidores do poder sempre atraíram Inês Margarida Bichão, de 30 anos, a até ontem desconhecida jurista que, através da sua conta no Instagram, veio publicamente acusar de assédio o candidato João Cotrim Figueiredo (64), com quem trabalhou entre 2022 e 2024. Hoje num gabinete governamental, mais concretamente no do secretário de Estado das Comunidades, o social-democrata Emídio Sousa, o 24Horas foi tentar saber quem é esta mulher que veio agitar a última semana da campanha para as presidenciais de 18 de janeiro.

Em julho de 2013, ainda uma miúda, a viver em Viseu, de onde é natural, e a estudar na Escola Secundária Alves Martins, Inês Bichão já dava mostras clara do interesse que a política lhe despertava. No âmbito de uma edição do ‘Parlamento dos Jovens’ em que participou, Inês escreveu, paginou e dirigiu um jornal escolar, intitulado ‘Entre Nós’, onde se dava conta da participação dos alunos viseenses naquela iniciativa, e onde surgiam depoimentos dos então deputados José Ribeiro e Castro, Heloísa Apolónia, e até de Mota Amaral, antigo presidente da Assembleia da República.

Em 2013, Inês Bichão, então finalista da Escola Secundária Alves Martins (Viseu), participou no ‘Parlamento dos Jovens’, e dirigiu um jornal escolar que relatava a visita à Assembleia da República

Nove anos depois, aí já formada pela Faculdade de Direito de Lisboa, Inês voltou à Assembleia da República. Dessa vez, não para uma visita de estudo, mas, sim, para trabalhar no grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, partido então liderado por Cotrim Figueiredo, e que na altura contava com 8 deputados.

“ENGRAÇADINHA, MAS COMPLICADA”

Desde cedo que Inês deu nas vistas, não só no grupo parlamentar onde era assessora, mas também junto de outros parlamentares. Um deles, antigo deputado do PSD, recorda-se bem da alegada vítima de Cotrim, de quem não guarda grandes saudades: “Era engraçadinha, à primeira vista simpática, mas percebia-se rapidamente que era complicada”, recorda ao 24Horas. E acrescenta: “Essa história do assédio não me surpreende. Já na altura quase que não se podia dizer-lhe uma graçola, por mais inocente que fosse, que ela não levasse para esse campo. Isso aconteceu mesmo comigo.”

Inês Bichão, que se tinha formado em 2017 pela Faculdade de Direito de Lisboa, já então ‘colecionava’ especializações, pós-graduações e mestrados, cinco ao todo – quatro na faculdade onde se formara, outra na Nova. Pelo meio, antes de se inscrever na Ordem dos Advogados, o que ocorreu em 2020, tinha estagiado durante pouco mais de dois anos no escritório Germano Marques da Silva & Associados, onde Paula Lourenço, curiosamente a advogada de Carlos Santos Silva no ‘Processo Marquês’, foi sua orientadora.

Emídio Sousa, secretário de Estado, de quem Inês Bichão é adjunta nos dois últimos governos – primeiro no Ambiente, agora nas Comunidades Portuguesas

A passagem de Inês pela Assembleia da República durou apenas cerca de um ano e meio, saindo antes do fim da legislatura, que ocorreu em março de 2024, quando tiveram lugar as eleições legislativas que deram a maioria absoluta ao PS e a António Costa. Embora tenha deixado um aparente ‘rasto’ de amigos entre os colegas e deputados liberais com quem trabalhou, o certo é que não deixou grandes saudades: “A Inês sempre foi extremamente conflituosa. Raro era o dia em que alguém não tinha queixas do seu feitio belicoso”, conta um seu antigo colega de gabinete ao 24Horas.

ITALIA, LA BELLA

Europeísta convicta, Inês tentou, sem êxito, ser recrutada como técnica superior para a Representação Permanente do nosso país junto da União Europeia. Apesar de admitida a concurso, em setembro de 2024, foi preterida pelo júri. Foi nesse ano, aliás, que venceu o Prémio Jacques Delors, ao qual concorreu com a sua obra ‘O Ato Administrativo Desconforme ao Direito da União Europeia’, um trabalho de investigação em Direito da União Europeia que analisa atos administrativos em desconformidade com o direito europeu.

A antiga assessora dos liberais nunca escondeu a sua paixão por Itália, onde, aliás, durante dois meses, fez uma especialização na Universidade de Pádua. Adepta do Inter (em Portugal é portista ferrenha) e do compositor italiano Ennio Morricone, fã da cozinha italiana, pese embora confessar não trocar nada por um arroz de pato, esta viseense, com apenas 1,57 metros de altura, não perde, sempre que pode, uma oportunidade para visitar Itália.

Com uma passagem episódica pelo escritório lisboeta da Garrigues, uma importante sociedade de advogados de origem espanhola, a alegada vítima de Cotrim parece também não ter deixado grandes saudades por aquelas bandas. Também ali, segundo consta, protagonizou um outro caso de acusação de assédio sexual, agora a um colega, o que a terá levado a ser forçada a abandonar o escritório da Avenida da República, até porque, segundo o que contaram ao 24Horas, “nada foi alguma vez provado”.

Hoje politicamente longe dos liberais e mais próxima do PSD, amiga de destacados militantes e dirigentes laranjas, Inês Bichão trabalha para o governo desde 2024, altura em que, pela mão de Emídio Sousa, o antigo presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira que Luís Montenegro fez secretário de Estado – primeiro do Ambiente, depois das Comunidades –, a nomeou técnica especialista em ambos gabinetes, mas com um estatuto remuneratório equivalente ao dos adjuntos de gabinete, ou seja, com um ordenado mensal na ordem dos 3 mil euros. Esse facto, o da alegada vítima de Cotrim trabalhar num gabinete governamental, veio logo ser invocado por quem, sem provas, se apressou a apontar um dedo a uma candidatura rival da de Cotrim como estando por detrás da acusação da sua antiga colaboradora. As provas que, por seu lado, até agora uma ‘desaparecida’ Inês, após a publicação do polémico ‘post’, não apresentou contra o seu antigo ‘patrão’…

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