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  • ''Vou ser Mourinho até ao fim', José Mourinho
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O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) São José, composto por Rosa Valente de Matos, Maria José Costa Dias, Rui Alves, Hugo Gaspar e João Martins, anunciou o fim do seu ciclo à frente da instituição, que durou seis anos e foi marcado por profundas alterações estruturais e assistenciais.

Num comunicado dirigido aos profissionais, o órgão explicou que, “aproximando‑se o termo do nosso mandato… este órgão colegial não continuará em funções”, após uma reunião recente com a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Na mensagem, os administradores destacam o percurso de consolidação da ULS como “a mais inovadora instituição de saúde do país” e agradecem a todos os profissionais “o caminho percorrido ao longo destes seis anos”.

Ao longo do seu mandato, sublinharam, trabalhou‑se na reorganização e integração de unidades hospitalares e centros de saúde, criando modelos de organização como os Centros de Responsabilidade Integrados, as Clínicas e diversos Processos Assistenciais Integrados, que contribuíram para atrair e manter profissionais na instituição.

Os responsáveis recordaram ainda o papel central da instituição durante a pandemia Covid‑19, afirmando que foi “a instituição exemplar, tratando o maior número de casos de Covid‑19”, e reconheceram a dedicação dos profissionais nesse período difícil.

Além disso, a administração referiu que a ULS São José reforçou respostas assistenciais com a integração de mais de 35 unidades de cuidados de saúde primários, aproximando os serviços das comunidades e promovendo projetos como a Clínica Nascer e Crescer, a Hospitalização Domiciliária e o ATENTO.

O investimento em infraestruturas também foi destacado: mais de 18,5 milhões de euros alocados à renovação de áreas críticas como urgência, blocos operatórios, unidades de cuidados intensivos e outras instalações com mais de dois séculos de história. Também foram investidos mais de 30 milhões de euros em equipamentos de última geração, incluindo tecnologia de ressonância magnética, TAC e robótica — fazendo nascer o primeiro, maior e mais avançado centro de robótica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na ULS São José.

Os administradores mencionam ainda que continuam a trabalhar no projeto do novo hospital, cuja conclusão desejam ver acelerada.

Sobre a continuidade do serviço, reforçaram que “nunca fechámos portas”, mantendo urgências e outras valências abertas, recebendo pacientes que não podiam ser atendidos noutras instituições.

No encerramento da mensagem, afirmaram sentir “um claro sentido de dever cumprido” e deixaram uma palavra de incentivo aos profissionais, considerando que “a ULS São José é demasiado importante para a população que serve… e confiamos na continuação do seu percurso de sucesso que dependerá de todos vós, que mantêm esta grande instituição secular como referência do SNS”.

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