Cristiano Ronaldo celebra esta quinta-feira 41 voltas ao sol, um feito assinalável quando temos em conta que mais de metade desse período foi dedicado ao futebol profissional. Há quase 24 anos que espalha magia dentro das quatro linhas, um condão que o tornou um dos maiores jogadores da história do desporto rei.
“No dia em o rei fez anos houve arraial e foguetes no ar”, canta José Cid. O mundo e o desporto celebram a vida do craque português, que alegadamente terá voltado a casa, para festejar junto dos seus. É que o avião privado de CR7 aterrou ao final da tarde desta quarta-feira, dia 4, no aeroporto com o seu nome, o Aeroporto Internacional da Madeira – Cristiano Ronaldo.

Foi no Sporting, clube da sua formação e do coração, que despertou para o mundo do futebol. Estreou-se a 14 de agosto de 2002, num jogo frente ao Inter de Milão a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Lançado pelo técnico Laszlo Boloni à passagem da hora de jogo. Ronaldo começava nesse dia a escrever as primeiras páginas de uma história impar, que fala por si.
Depois de se evidenciar na época de estreia pelo Sporting, quis Sir Alex Ferguson fazê-lo voar para Inglaterra, onde assinou pelo Manchester United, em 2003. Foi ali que conquistou o mundo. A primeira conquista da Liga dos Campeões, que lhe valeria depois a primeira Bola de Ouro, em 2008.
Foram seis anos a carregar o símbolo dos red devils. Seguiu-se Madrid, onde com a camisola do Real fez história. Tornou-se maior que o tempo. Quatro champions, inúmeros troféus e 450 golos fizeram de Ronaldo o melhor jogador de sempre do clube madrileno. Na capital espanhola venceu tudo, viveu tudo. A era dourada do futebol espanhol e da rivalidade Real Madrid x Barcelona, ficou divinizada por uma feroz mas leal competição com Lionel Messi pelo prémio anual de melhor jogador do planeta.
“Sou do tamanho daquilo que vejo”, escreveu o poeta, e Ronaldo via mais, viu sempre mais. Nove anos volvidos em Madrid, era tempo de fazer as malas e rumar a Turim, para representar a Juventus. Mais golos e troféus para confirmar aquilo que todos sabiam: estar perante um nome superlativo das escrituras futebolísticas. Um regresso a Manchester, de onde saiu de forma agridoce, e, por fim, a chegada a Riade, em 2022. Na Arábia, aos 41 anos continua a marcar golos em catadupa e alimentar o sonho de tantos que se reveem em si e no seu trajeto.
Mas na carreira de CR7 há uma página indelével, o seu epílogo, um amor maior que sempre manifestou, o amor a Portugal. Com a equipa das quinas subiu ao topo do futebol europeu e conquistou o primeiro troféu internacional de Portugal, o Campeonato da Europa de 2016, a que se somam duas Ligas das Nações. O madeirense tornou-se ainda o jogador mais internacional de sempre do país luso, com 226 jogos, e também o seu melhor marcador, com 143 golos.
No currículo, para além de incontáveis troféus individuais e coletivos, saltam à vista cinco bolas de ouro e 961 golos, que o coroam como o maior goleador da história.
Cristiano Ronaldo celebra 41 anos e, no dia em que o rei faz anos, o futebol agradece-lhe.