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  • 'Têm ideia do que fizeram à minha vida?', João Cotrim de Figueiredo
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A partilha do mesmo quarto sempre foi vista como um dos pilares da vida a dois. No entanto, estudos recentes sugerem que cada vez mais casais que coabitam escolhem dormir em quartos separados, numa tendência conhecida como “divórcio do sono”. Esta prática, longe de ser sinal de afastamento, pode traduzir respeito mútuo e preocupação com o bem-estar individual.

De acordo com uma pesquisa da Sleep Foundation, cerca de 20% dos casais americanos já dormem em quartos distintos, sendo que metade destes relata melhorias na relação. Especialistas defendem que a qualidade do sono influencia diretamente a saúde emocional e a convivência, e que respeitar ritmos e necessidades diferentes pode evitar conflitos diários. “O sono e o stress têm impacto profundo nas relações; permitir espaço pessoal pode fortalecer o casal”, afirma a psicóloga Susan Whitbourne.

Apesar de ainda existir algum estigma social, a tendência ganha força à medida que se compreende que a proximidade não depende da partilha do mesmo espaço físico durante a noite. Para muitos, a decisão resulta em maior harmonia e comunicação.

O futuro aponta para uma maior aceitação desta prática, com mais casais a priorizarem o equilíbrio entre vida partilhada e espaço individual. O “divórcio do sono” pode, afinal, ser um sinal de maturidade e adaptação às exigências da vida moderna.

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