O consumo de fentanil tornou-se uma das maiores crises de saúde pública nos Estados Unidos nas últimas décadas.
Trata-se de um opioide sintético extremamente potente — cerca de 50 vezes mais forte do que a heroína e 100 vezes mais do que a morfina. Inicialmente utilizado na medicina para tratar dores intensas, o fentanil começou a ser produzido e vendido ilegalmente, muitas vezes misturado com outras drogas como cocaína, heroína ou até comprimidos falsificados, sem o conhecimento dos consumidores.
Esta prática aumentou drasticamente o número de overdoses fatais. Estima-se que dezenas de milhares de mortes por ano nos EUA estejam ligadas ao fentanil, com um crescimento alarmante desde meados da década passada.
Grande parte do fentanil ilegal entra no país por rotas clandestinas, muitas vezes oriundo da China ou sintetizado no México.
A propósito deste tema, fala-se muito de Kensington, um bairro na cidade de Filadélfia, porque se tornou um símbolo visível e chocante da crise do fentanil no país. É frequente a imagem de pessoas de pé e imóveis, muitas vezes com o corpo dobrado ou num estado de rigidez após consumirem drogas. A situação está geralmente associada ao uso de fentanil combinado com xylazina, um sedativo veterinário usado como adulterante nas drogas de rua.