Diogo Maia, de 24 anos, está a ser acusado de alegados comportamentos de “violência psicológica e emocional” no ‘Secret Story’, da TVI, apresentado por Cristina Ferreira.
A denúncia foi apresentada pela Associação Supera-te junto do Ministério Público (MP), conforme confirmou Cátia Sofia, numa nota publicada nas redes sociais. “A denúncia recentemente mencionada foi, de facto, apresentada pela Associação Supera-te junto do Ministério Público”, pode ler-se, ao destacar que a queixa foi comentada no programa ‘Noite das Estrelas’, da CMTV.
Na mesma comunicação, a responsável esclareceu ainda que a entidade “não é uma associação de defesa exclusiva de mulheres”, sublinhando que atua “no apoio a vítimas de violência doméstica, independentemente do seu género, idade ou orientação sexual”.
A posição surge na sequência de um vídeo divulgado por Cátia Sofia, em nome da associação, onde manifesta “profunda preocupação relativamente a conteúdos recentemente exibidos” no ‘Secret Story’.
“Nas últimas emissões […] têm sido observados comportamentos entre os participantes identificados como Diogo e Eva, que são compatíveis com indicadores de violência psicológica e emocional”, afirmou em 23 de março.
Entre os exemplos apontados, Cátia destaca “desconstrução recorrente de acontecimentos”, “humilhações verbais”, “desvalorização do sofrimento emocional” e “desrespeito por limites claramente expressos”, bem como “dinâmicas de triangulação com terceiros […] seguidas de negação ou minimização dos comportamentos”.
“Importa […] esclarecer que estes comportamentos, fora de um contexto televisivo, correspondem a padrões altamente reconhecidos como forma de violência psicológica […]. Não estamos aqui a fazer suposições”, acrescentou.
A responsável alerta também para o impacto da exposição mediática destas situações: “A exposição repetida destas dinâmicas em horário nobre levanta sérias questões quanto à normalização de comportamentos abusivos, especialmente junto de públicos mais jovens.”
Recordando o enquadramento legal, Cátia Sofia sublinha que “o crime de violência doméstica é um crime público em Portugal […] e que a sua prevenção passa também pela responsabilização social dos meios de comunicação”. Nesse sentido, garante que foi feita uma participação às autoridades competentes.
“Mais do que apontar culpados, é essencial promover consciencialização. O que é visto como entretenimento pode, para muitas vítimas, ser a reprodução de uma realidade vivida em silêncio”, conclui Cátia.