A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) manifestou “preocupação” face à escassez de profissionais disponíveis para garantir um início de época balnear seguro nas praias do País.
O perfil da maioria dos nadadores certificados, cerca de cinco mil, é: jovens universitários, que veem a profissão como um part-time de verão. Nesse sentido, todas as épocas, a Federação vê-se na obrigação de realizar formação a mais de metade da equipa que vai exercer nesse mesmo ano.
Conforme os últimos verões, devido à falta de funcionários, será necessário contar com mão de obra estrangeira. A maioria dos profissionais que auxiliam vêm da Argentina e do Brasil.
A FEPONS defende uma alteração da legislação e do sistema de assistência a banhistas em Portugal “para um sistema semelhante àquele que existe nos bombeiros, com uma entidade central, o Instituto de Socorros a Náufragos, a coordenar, e associações de nadadores-salvadores, sem fins lucrativos, a prestarem o socorro cada uma com a sua zona”.
A solução para a escassez de vigilantes nas praias passa ainda por melhorar a remuneração e as condições de trabalho. A preocupação com o arranque da época balnear agrava-se este ano face aos impactos das tempestades que assolaram o País no mês de fevereiro.