A recente divulgação de imagens que mostram um desalinhamento numa das colunas do centro comercial Colombo, em Lisboa, desencadeou uma onda de preocupação geral. O episódio, amplamente difundido tanto em orgãos de comunicação social como nas redes sociais, levantou dúvidas sobre a segurança estrutural do edifício, numa altura em que se esperava um aumento de afluência ao referido shopping para as tradicionais compras de Natal.
A administração do Colombo assegurou, em comunicado, que “a estabilidade e desempenho estrutural estão plenamente garantidos”, sublinhando que as avaliações técnicas mais recentes confirmam a conformidade com os padrões europeus de segurança. No entanto, a viralização de vídeos e fotos, com relatos de reparações improvisadas, como o uso de tela para tapar o problema, alimentaram o ceticismo público.
O 24Horas, que avançou em primeira mão com a solução encontrada pela administração do Colombo para esconder o problema, o uso de tela, falou com uma fonte que tem estado a acompanhar o assunto de forma intensa, uma vez que esteve envolvido na operação de construção das Torres Colombo. Essa fonte explica-nos que “a estabilidade não estará posta em causa para o dia a dia, ainda que esteja a ser analisada a questão da resposta para a ocorrência de um sismo. De qualquer forma trata-se de uma grande deficiência de construção que vai obrigar a um projeto e obra de reabilitação para garantir as condições do que estava projetado”.
Recorde-se que o Centro Comercial Colombo, foi inaugurado a 15 de setembro de 1997, tem 114 131 m2 de área onde existem cerca de 338 lojas, e o parque de estacionamento, onde em junho de 2022 deflagrou um incêndio, comporta 6 326 viaturas. Já as Torres Colombo, que faziam parte do projeto de arquitetura inicial, só começaram a ser construídas em 2007.