A participação de Eileen Gu nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina está a gerar muita polémica. A atleta, que nasceu nos Estados Unidos (EUA) e tem ascendência chinesa, tornou-se um dos temas bastante falados por ter optado por representar a China em vez dos EUA.
A mudança de bandeira aconteceu em 2019 e, desde então, o tema tem dividido opiniões. A esquiadora e modelo prefere não abordar o assunto e evita entrevistas que possam falar sobre o caso. Ainda assim, figuras ligadas ao governo dos EUA já se manifestaram, acusando-a de falta de ser “mal agradecida”.
Na China, o cenário é completamente diferente. Lá, Eileen tornou-se um verdadeiro fenómeno. O seu desempenho nas pistas e a imagem carismática, transformou-a numa das atletas mais admiradas do país. Fora do desporto também construiu uma carreira sólida no mundo da moda.
Casos como o de Eileen não são inéditos no desporto olímpico. A troca de delegações tem sido cada vez mais comum, especialmente entre atletas com dupla nacionalidade. Um exemplo é o do esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que, apesar de ter nascido na Noruega, decidiu representar o Brasil, onde possui ligações familiares.