Frase do dia

  • “Não seremos cúmplices de algo por medo de represálias”, Pedro Sánchez, em resposta a Donald Trump
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O governo da Venezuela acusa os Estados Unidos de estarem por detrás de ataques registados durante a madrugada em Caracas e noutras regiões do país. O presidente Nicolás Maduro decretou o estado de emergência em todo o território nacional.

Segundo o executivo venezuelano, para além da capital, foram denunciados ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Numa nota oficial, o Governo afirmou que “rejeita, repudia e denuncia a agressão militar” dos Estados Unidos, acusando Washington de tentar “apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do seu petróleo e minerais”.

Nicolás Maduro declarou o estado de emergência com o objetivo de “proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e iniciar imediatamente a luta armada”. “Todo o país deve mobilizar-se para derrotar esta agressão imperialista”, conclui a nota oficial.

De acordo com relatos de moradores e informações divulgadas nas redes sociais, fortes explosões foram ouvidas em Caracas por volta das 2h locais (6h em Lisboa). Pelo menos sete explosões, acompanhadas por sons semelhantes ao de aeronaves a baixa altitude, levaram residentes de vários bairros a abandonar as habitações e a refugiar-se nas ruas. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram grandes incêndios e colunas de fumo.

Em 22 de dezembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que seria “sensato” Nicolás Maduro abandonar o poder, numa altura em que Washington intensificava operações contra o tráfico de droga na região.

Na segunda-feira, Trump anunciou que os EUA tinham destruído uma área de atracagem utilizada por navios alegadamente envolvidos no narcotráfico na Venezuela, numa ação que poderá ter sido a primeira operação terrestre.

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